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Os processos da eventual classificação de interesse público de cinco imóveis nas freguesias da Matriz e da Conceição, no concelho da Horta, entraram hoje na fase de audiência escrita por parte dos interessados.


A Casa do Pilar, na freguesia da Conceição, a Casa do Comendador Eduardo Bulcão, o edifício dos Correios da Horta, o Império dos Nobres e a Casa da Farmácia Lecquoc, na freguesia da Matriz, são os imóveis constantes do Inventário do Património Imóvel dos Açores agora em fase de eventual classificação.

O prazo desta fase de audiência escrita é de 15 dias, de acordo com o anúncio publicado em Jornal Oficial, assinado pelo Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, e com os editais afixados na Câmara Municipal da Horta e nas juntas de freguesia da Matriz e da Conceição.

Nesta fase, os interessados são convidados a participar, levantando ou acautelando questões com interesse para a tomada de decisão antes desta ser tomada, nas matérias de facto e de direito.

A Casa do Pilar, situada na Lomba, é uma construção que remonta ao século XVIII, sendo constituída por uma casa solarenga envolvida por uma série de plataformas em socalcos, parcialmente ajardinadas e apoiadas em grandes muros de suporte, e pela zona arborizada nas traseiras.

Inclui ainda três cisternas de grande dimensão, duas delas geminadas, e um lago retangular com uma ilhota de pedra ao centro.

Também do século XVIII, mas na freguesia da Matriz da Horta, é o Império dos Nobres que, entre outros aspetos, tem no seu corpo secundário um vão de desenho tardo-gótico.

Mais recente é a Casa da Farmácia Lecquoc, um imóvel com caráter urbano que antecipa pela decoração física as ambiências finisseculares de oitocentos.

Já do século XX são a Casa do Comendador Eduardo Bulcão que, de acordo com o Inventário do Património Imóvel dos Açores, se carateriza por ser “uma casa urbana de gaveto, com dois pisos e sótão, com uma sobrecarga decorativa de caraterísticas ecléticas”, e os Correios, edifício público projetado pelo arquiteto Adelino Nunes situado à ilharga da Igreja Matriz, que “patenteia uma vontade de conciliação entre os princípios da arquitetura do Estado Novo, correntemente designado como 'Português Suave'”.


GaCS/SREC
 

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